Turma da Mônica – Laços chega aos cinemas trazendo o melhor dos gibis

Turma da Mônica ganhou seu primeiro live-action nos cinemas

O ano de 2019 tem sido muito nostálgico para as crianças que cresceram nos anos 1990. Depois do lançamento do quarto filme de Toy Story, o live-action de Aladin e a chegada da refilmagem de O Rei Leão em julho, agora é o momento para a criação de Mauricio de Souza ganhar vida nas telonas. Baseada no romance gráfico homônimo escrito por Vitor e Lu Cafaggi e com direção de Daniel Rezende, Turma da Mônica – Laços estreia nesta quinta-feira nas salas brasileiras trazendo o melhor das historinhas vividas nos gibis.

Com roteiro de Thiago Dottori, o filme começa apresentando um dia muito comum na rotina de Mônica (Giulia Benite), Magali (Laura Rauseo), Cebolinha (Kevin Vechiatto) e Cascão (Gabriel Moreira). Enquanto as meninas brincam, Cebolinha planeja mais uma tentativa de roubar o Sansão, o bichinho de pelúcia inseparável de Mônica.

Após uma tentativa mal sucedida e de levarem uma típica surra, Cascão não quer mais ser cúmplice do amigo nestas armadilhas. Além disso, Cebolinha ainda tem que lidar com o sumiço do seu cachorrinho, o Floquinho. Agora é a hora da turma se reunir para este importante resgate.

Giulia Benite interpreta Mônica

Turma da Mônica – Laços é uma produção saudosa para os que cresceram acompanhando as aventuras nos gibis de Mauricio de Souza. É realmente empolgante o quanto o filme de Rezende capturou a essência destas historinhas e transformou em uma agradável experiência tanto para as crianças quanto para os fãs adultos da turma.

Apesar de ser um ambiente fantasioso, o filme tem os pés no chão, traz importantes lições sobre amizades e reconstrói muitos detalhes do universo dos quadrinhos.

A direção de atores funciona perfeitamente e as crianças estão uma graça em cena. Porém, Turma da Mônica – Laços parece estender o protagonismo do longa para Cebolinha, mas nada que prejudique a trama, já que Mônica contrasta com a personalidade teimosa do colega, sendo a amiga sensata da roda. Magali continua fiel ao seu comprometimento em matar a sua fome e Cascão se torna uma surpresa por causa de seus momentos que vão além do medo de água.

Rodrigo Santoro faz participação especial como personagem Louco

A participação de Rodrigo Santoro como o Louco é uma das partes que torna o filme mais profundo, já que o seu personagem chega como uma representação da consciência de Cebolinha. Se as suas falas podem parecer, à primeira vista, uma piada, a mensagem que ele traz pode se aplicar muito aos questionamentos que Cebolinha enfrenta por ter metido toda a sua turma em mais um dos seus “planos infalíveis”.

O filme de Daniel Rezende entrega um divertido entretenimento que carrega uma importante mensagem de união e confiança. Se por um lado, o diretor brinca com as características que tornaram os personagens famosos, ele as utiliza como uma forma de superação para mostrar que a fragilidade de cada um pode ser o impulso necessário para seguir em frente e ajudar o próximo. Ressaltando que ninguém está sozinho quando se tem amigos.

• Texto escrito originalmente para o site do Correio do Povo 

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