“Shazam!” sai da escuridão e brilha com a sua personalidade

Foi preciso uma palavra mágica para reanimar o fôlego da DC Comics nos cinemas. Shazam! estreia nesta quinta-feira nas salas brasileiras trazendo um novo suspiro aos super-heróis do estúdio com esta história leve e jovial. Ao contrário do que estávamos acostumados com a assinatura sombria de Zack Snyder, que passa bem longe daqui, o longa dirigido por David F. Sandberg aposta em uma pegada mais descontraída, mas sem deixar a essência do universo dos quadrinhos.

Shazam! acerta bastante por ter este desprendimento com a seriedade e se diverte com o que tem em mãos. O diretor parece ter dado a permissão para que DC Comics também fosse engraçada com o personagem certo para a ocasião. Mesmo que haja uma melancolia característica da marca, Sandberg não perde tempo nestas questões e busca maneiras de superar os traumas familiares de seus personagens centrais. A única fraqueza, no entanto, continua sendo a formação dos vilões. Como é o caso do Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong). O antagonista não intimida e não possui um superioridade que convença da sua “malvadeza” e muito menos das suas motivações. Assim como ocorre com os monstros que o acompanha e executa as suas ordens: beiram ao cafona e obviedades.

Quando Billy Batson (Asher Angel) se transforma em Shazam o filme ganha personalidade, especialmente pela escolha de Zachary Levi para o papel. Ele caracteriza exatamente a alegria de uma criança em uma versão adulta enquanto desbrava os seus super-poderes. Ao lado de Freddy (Jack Dylan Grazer), Shazam tem os seus melhores momentos em cena. O restante do elenco jovem também possui uma sintonia muito forte, o que só comprova a boa direção de atores. A pequena Faithe Herman, que dá vida a Darla Dudley, é quem chama atenção pelo carisma e habilidade singular de segurar uma cena.

“Shazam!” segue a narrativa tradicional dos filmes de origem de super-heróis e propõe uma boa sessão de entretenimento para todos os gostos. Apesar de não possuir nenhum diferencial, o longa destaque-se pela mensagem de que há um super-herói dentro de todo mundo e que não tem nada de errado em se divertir.

• Texto escrito originalmente para o site do Correio do Povo

Nota: ★★★

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