Semana dos favoritos da Lou: Pedro Almodóvar

A Semana dos favoritos da Lou só vai acabar quando eu decidir, tá bem? Então tá bem. Retomando o meu especial, hoje venho para falar sobre um cara insubstituível na minha vida: Pedro Almodóvar. O diretor espanhol entrou na minha vida em 2009, no meu primeiro ano de faculdade de Cinema na PUCRS. Entre as sugestões de alguns colegas, resolvi arriscar o meu vale na locadora da faculdade com o filme Fale Com Ela (2002). E eu, que estava tão acostumada com os blockbusters e clássicos, me vi perdidamente apaixonada pela obra que acabara de assistir. Almodóvar foi o cara que me fez amar, definitivamente, a sétima arte. Nada do que já tinha visto durante toda minha vida se comparava com aquela experiência que me tirou do meu comodismo e fez enxergar o que era paixão, o que era perda, o que era vida. Aquela intensidade era exatamente o que eu precisava na minha vida. E eu só queria mais.

Não demorou para que eu fosse atrás de mais filmes do Almodóvar e logo entrei de cabeça nos últimos lançamentos como Volver (2006), Má Educação (2003), Tudo Sobre Minha Mãe (1998), Carne Trêmula (1997) e etc. Claro, também fui atrás das primeiras produções lá dos anos 1980. De alguns gostei, outros nem tanto, e tem um ou dois que faltam para rabiscar da minha listinha de “vistos”. Os elementos surpresas que surgem nos desenvolvimentos são características tão únicas de Almodóvar que não é nenhum absurdo aceitá-las. E isto torna cada aventura especial e intensa. Mas a verdade é que em cada filme que assistia, mais eu tinha certeza de que Almodóvar era o homem da minha vida.Digo isso, pois por mais que não tenha vivido nada parecido com as suas histórias, ele consegue explorar a alma feminina como nenhuma mulher, talvez, conseguiria. É exagero meu, claro, mas não deixa de ser uma admiração minha pelo talento não só como diretor, mas também como ser humano.

As suas heroínas são mulheres de todos os tipos, mas nunca comuns. Até mesmo a coadjuvante ou a figurante. Todas vão ter algum elemento bizarro e isto nunca será visto como defeito. Pelo contrário. Apesar da intensidade, o diretor sempre coloca humanidade e personalidade forte em suas protagonistas. Eu amo como as “mulheres Almodóvar” sofrem e não tem vergonha de assumirem as dores em suas vidas. Mas o que as torna heroínas são como elas mesmas se salvam de seus dramas. E isto não poderia ser mais empoderador. É até maluco dizer como um homem pode conhecer tanto sobre uma mulher e mesmo assim fazer poesia. Ouso dizer que cada filme seu é uma homenagem às mulheres.

Seja amando, se vingando, lavando chão ou até mesmo matando, ele consegue dar um toque singular em cada história que é capaz de trazer novos significados. Ou até mesmo, respostas. Eu gosto, principalmente, da libertação da caixa em que vivemos. O errado é não viver intensamente e explorar o não-óbvio da vida. Quando disse anteriormente, que assistir a um filme deste cara é equivalente a uma sessão de terapia, eu não estava brincando. A verdade é que ninguém me entende mais do que Pedro Almodóvar.

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