A viagem sonora de Harry Styles

Não há palavras que possam descrever o quanto estou viciada em Harry Styles. O primeiro álbum solo do cantor me surpreendeu não só pela qualidade das canções, mas principalmente pela maturidade que não estava esperando. Já que ele veio de uma boy band, e não que One Direction não fosse bom porque eu adorava, o normal é esperar músicas exageradamente comerciais e grudentas. Mas não. Em Harry Styles, a pegada é tão nostálgica que nem parece que estamos ouvindo um CD produzido em 2017. O disco não tem um tom definido, mas é uma viagem sonora gostosa de embarcar, e eu viajo milhares de vezes todos os dias.

Eu costumo classificar um CD como favorito quando escuto sem pular uma música sequer e aqui, não vou mentir que pulo uma vez apenas, mas só porque tenho outras preferidas na frente. Há uma variedade muito boa nas distribuição das músicas que vai desde uma baladinha pra chorar no cantinho até uma animada para dançar no meio da rua. Only Angel, Kiwi e Carolina são espetaculares e lembram muito antigos clássicos do rock. Elas possuem um ar saudoso dos anos 50 e 60 em que muitos jovens se rebelavam nos bailinhos. Two Ghosts e Sweet Creature são as mais românticas, logo são as baladinhas prazerosas para ficar dedicando para alguém. Mas as minhas favoritas para fechar os olhos e sentir são Ever Since New York e From The Dining Table. São aquelas para se ouvir em um dia de chuva, deitada na cama e relembras aquelas sensações que nos dão frio na barriga. Mas sem cair no choro. São coisas boas para recordar.

Woman também se destaca no álbum mas pela sua pegada mais sensual e retrô. Muita besteira já pensei ouvindo esta música. E por fim, Meet Me In The Hallway e Sign Of The Times abrem o disco delicadamente introduzindo toda esta viagem prazerosa. Sing Of The Times nos deu uma prévia do que esperar desta nova fase da carreira do cantor, e olha, vou confessar que nunca fiquei tão feliz com este sinal que ele lançou para nós. Harry Styles nos deu um álbum conciso, maduro e melhor de tudo, direto ao ponto. Sem enrolações e tampouco nos entupiu com milhões de músicas esquecíveis. Além de conquistar uma identidade musical própria, ele fugiu de um pop óbvio e nos presenteou com muita música boa. É Harry, você me ganhou.

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