Minhas mães no cinema: Meryl Streep em Mamma Mia

Sempre invento um especialzinho e outro na minha cabeça, mas nunca coloco na prática pois sou preguiçosa feito bicho. Então hoje me obriguei a sentar e colocar na plataforma o que tanto queria dividir: as minhas mães no cinema. Aproveitando o embalo da data comemorativa do próximo domingo, o especial vai relembrar as minhas atuações preferidas no cinema das mamães que muito me acolhem em suas histórias. Vou começar com Meryl Streep como Donna Sheridan em Mamma Mia (2008) pois está mais do que fresquinho na minha memória. A última vez que coloquei o filme para rodar aqui em casa foi nesse domingo por motivos de que tem música, tem Meryl Streep e muita “tragicomédia” grega. Motivos de sobras para contagiar o espaço. O espírito, a diversão, o desapego e a teatralidade da história são o estímulo para deixar o dia mais leve com as musiquinhas do Abba que tanto ouvimos por causa dos nossos pais ou porque tocou muito em festinhas de adultos, rs. Sem contar que sinto que o filme é tão acolhedor como colo de mãe. Não há uma sessão que Mamma Mia tenha me deixado na mão. Assim como é um dos longas que coloco quando estou muito feliz e quero extravasar, ele também é essencial para aqueles dias que tudo que preciso é algo que me deixe bem. Nem que seja por uma hora e meia.

Muitos “fiscais de filmes bons” fazem cara torta quando digo que amo Mamma Mia. Mas por mais que falem, eu não consigo enxergar defeitos no filme. Nem brega consigo classificá-lo. Afinal, tudo dá certo e tudo está em seu devido lugar. Principalmente por ter Meryl Streep radiante, pulando e cantando Dancing Queen, Money Money e Super Trouper  com as amigas. O filme consegue despertar vários momentos em Meryl. Ela passa do papel de mãe e volta para a sua juventude agitada até despertar a mulher que reencontrou o amor com a ajuda da sua filha Sophie (Amanda Seyfried). A história das duas não poderia ser mais bonita. E quem tem uma relação tão apegada com a mãe sabe do que estou falando já que é fácil identificar pedaços da própria vida com as duas em cena. Quem nunca ficou impaciente com a mãe lhe chamando de menininha (o) quando você está com o namorado do lado ou correu quando não sabia o que fazer com as tretas da vida. E com Meryl atuando tudo fica mais incrível. Qualquer história que ela me conte nos filmes, eu vou acreditar. Em Mama Mia não é diferente. Para mim Donna Sheridan existe e hoje dança Voulez-Vouz todo sábado com Sam Carmichael (Pierce Brosnan). Já a relação da atriz com Amanda na tela é tão natural que transborda todo amor maternal que Mery tem de sobra. Afinal, como não ficar arrepiado e recordar lembranças pessoais com a mãe ao vê-las se preparando para o casamento e Sophie finalmente fazendo o pedido que qualquer mãe sonha: levar a filha no altar. Nada mais justo para uma mãe que foi uma família toda, não é mesmo?

E não existe homenagens mais tocantes como em Super Trouper, quando Donna retoma os palcos para presentear a filhota, e também quando há aquele carinho em Slipping Through My Fingers, quando Donna percebe que sua vida não poderia ter sido tão feliz sem Sophie ao seu lado.

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