Empire

Há tempos estava assistindo sempre os mesmos programas e ficava naquele vácuo na espera de uma nova temporada chegar. Até que resolvi explorar outras séries por aí. Empire foi um dos seriados que peguei pra assistir um episódio (pra ver qualé que era, sabe como é) e em uma semana já tinha devorado a primeira temporada. E não é pra menos, a série tem apenas 12 episódios. Mais um motivo para gostar tanto deste verdadeiro império, pois vamos combinar que quando chega a 25 episódios, você nem lembra mais do que aconteceu no restante da temporada. Mas vamos lá: pelo nome, já se imagina que será uma grande batalha de poder pra ver quem é que vai comandar alguma coisa, não é? Sim, vocês acertaram. E a trama fica melhor a cada plano, intriga ou música ali apresentados.

Lucious Lyon (Terrence Howard) é um poderoso empresário, rapper e dono da gravadora de música, Empire. Mas antes de conquistar esta ascensão, ele era traficante e com isso, seu passado constantemente o condena. Nada que o assombre (e que ele não dê um jeito), porém todo cuidado é pouco, não é? Ao mesmo tempo que descobre que está com uma doença terminal, sua ex-esposa, a maravilhosa soberana diva absoluta Cookie (Taraji P. Henson), sai da cadeia após cumprir 17 anos de um crime que cometeu ao lado do queridinho magnata. E claro, ela quer a sua fatia deste bolo todo construído com a sua ajuda. Só que ainda temos a presença dos três filhos do casal, Andre (Trai Byers), Jamal ♥ (Jussie Smollett) e Hakeem (Bryshere Y. Gray), que também querem ser sucessores do pai. E você acha que Lucious iria ficar mais de uma década sem uma nova companheira? Anika (Grace Gealey) tá aí não só como a namorada, mas também como colega de trabalho de Lucious na Empire.

A série tem um grande apelo novelesco. É cheio de dramas, manipulações e histórias não tão paralelas, mas que chegam todas ao mesmo lugar. Empire é Lucious Lyon e Lucious Lyon é a Empire. Fato. E todos se acham no direito de lhe cobrar um pedacinho, pois todos tiveram participação nesta empreitada. Mas o que acontece: Lucious é ganancioso, esperto e tão manipulador que nem tão cedo vai ceder. Minto: ele nunca cede. Ele carrega muitas referências de Walter White (Bryan Cranston) em Breaking Bad. É o protagonista malvado que faz as coisas por conveniência própria e sem nenhum arrependimento. Todos vão amar ele por ser este cara egoísta que quer se safar sem ver a quem. Nem que pra isso, precise matar seu melhor amigo. A única pessoa que consegue domá-lo é outra “leonina” da família. Cookie veio pra acabar com a moral que o magnata gosta tanto de se gabar. Ela sabe dos seus podres e nunca o deixa esquecer do seu lado bom. Ela é barraqueira e todas as suas explosões são magnificas pois todas tem o seu por quê. Tá achando que só porque não vê o filho há tanto tempo, que isso vai impedir de lhe dar uma surra com uma vassoura porque ele a desrespeitou? Capaz. Cookie não leva desaforo pra casa. E mesmo que ainda goste de Lucious, ela tem um amor próprio muito maior.

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Os filhos são outro atrativo da série. Vou falar: que homens lindos maravilhosos Deus me abana. Andre é o certinho que entende de negócios, planilhas, contratos e dinheiro. Aí você pensa: é este que vai assumir. Engana-se. Tem um motivo pelo qual Lucious não confia nele e não é porque Andre casou com uma branca. O meu preferido e com quem tenho planos de me casar é Jamal. O filho do meio é homossexual e desde cedo sofreu com o preconceito do pai que nunca o achou o bom suficiente (por causa disto). Porém, é o que mais se aproxima do talento de Lucious na música e o magnata vai ter que engolir muito a seco quando percebe que Jamal é muito mais que a sua orientação sexual. Hakeem é o Justin Bieber do trio. Diferentemente dos irmãos, ele não teve um contato tão profundo com Cookie e não passou pelas mesmas dificuldades que a família passou lá no início. Acostumado com a boa vida e com a esperança de uma carreira musical tão bombástica quanto do seu pai, acaba passando do rebelde sem causa para um rebelde com causa.

E acha que acabou? Se Empire é sobre música, tem que ter muita música tocando durante os episódios. Assim como Glee, a série não deixa de ser um musical. Mas calma, não é no mesmo estilo de Ryan Murphy. É com moderação, eu prometo. As canções são originais (produzidas por Timbaland) e interpretadas pelos próprios atores. Não são todos que cantam, mas as letras se encaixam tanto no drama de um quanto de outro. A série acaba sendo um ótimo exemplo de como explorar este lado musical sem apelar pro desgastante que nem era com Glee, que mesmo eu amando, agora compreendo que no modo Empire acaba sendo muito mais satisfatório. E ah, ainda no quesito música: Courtney Love, Jennifer Hudson, Pitbull e outros novos cantores que surgem, fazem participações gloriosas. Acha que é pouco? Então não duvide de Empire.

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