Dois Dias, Uma Noite

dois dias, uma noite

Sandra perde seu emprego pois outros trabalhadores da fábrica prefiram receber um bônus ao invés de mantê-la na equipe. Ela descobre que alguns de seus colegas foram persuadidos a votar contra ela. Mas Sandra tem uma chance de reconquistá-lo. Ela e o marido têm uma tarefa complicada para o final de semana: eles devem visitar os colegas de trabalho e convencê-los a abrir mão de seus bônus, para que o casal possa manter o seu emprego. Fonte: AdoroCinema

Existem poucas pessoas no mundo pelas quais colocaria a mão no fogo e uma delas se chama Marion Cotillard. A atriz francesa virou a querididnha do cinema e não é pra menos, cada papel é uma vida nova sendo representada. Em Dois Dias, Uma Noite, Marion é Sandra, uma operária que a recém se recuperou de uma depressão e em seguida que volta a trabalhar, é demitida. Porém, seu chefe lhe propõe um acordo: se os seus 16 colegas abrirem mão de um bônus de mil euros, ela pode voltar ao trabalho. Só que estas mesmas pessoas já votaram na decisão de mandá-la pra rua, daí é que a protagonista tem este desafio de tentar convencê-los a mudarem de opinião.

Sandra bate de porta em porta durante o fim de semana (sacou o título) a fim de conversar a respeito de sua situação, na esperança de que os colegas vejam o seu desespero para não perder o emprego. Afinal, ela não quer perder o conforto que existe na sua casa que só consegue manter com ajuda do seu salário também ao lado do marido. Claro, existem os estúpidos que nem chegam a deixa-la terminar a frase que todos não aguentam mais ouvir, mas sempre há os que nos dão aquela sensação de que valeu a pena ter vindo aqui.

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O filme simplista dos irmãos belga Jean-Pierre e Luc Dardenne mostra tanto o lado bom quanto o ruim de cada ser humano. Ok, não é ruim, mas o egoísmo não deixa de ser tão mesquinha dependendo da pessoa, provando que a ganância está onde menos se espera. A personagem de Marion Cottilard está fraca, e mesmo se recuperando de seu estado de saúde fragilizado, ela tem que buscar forças inexistentes dentro do seu corpo para não perder esta batalha que tomou para si para contestar de que é capaz de ir até o fim. Com a ajuda do marido, dos filhos e principalmente de sua melhor amiga no trabalho, Sandra visita cada um dos 16 operários da fábrica e praticamente sendo direta nos discursos, mas sem deixar de lado a delicadeza de apenas “perguntar” se a pessoa abriria mão deste bônus mágico. Ela demonstra nos seus olhos (tão a marca de Marion) e na sua expressão corporal de que apesar dos pesares, que está ali, mesmo que tudo isso influencie inocentemente na decisão do colega, para dizer ainda é capaz e de que lhe dê uma chance para voltar a trabalhar.

Dois Dias, Uma Noite tem um ritmo lento na questão de irmos de casa em casa, desgastante emocionalmente pela ansiedade e aflição da personagem e cansativo pois já é domingo de noite e amanhã é o dia que todos odiamos e agora temos mais um motivo para não gostarmos mais da segunda-feira. Mas a grande sacada do filme é que demonstra bem o quanto que a competitividade e o individualismo estão tão presente em nossas vidas que vai nos mostrar de que lado estamos.

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