Especial: Funny Girl – A Garota Genial (1968)

Muitos vão me olhar torto se disser que sou fã de Glee. Comecei assistir porque sabia que era uma série musical e adivinha quem ama colocar música em tudo que é momento da vida? Pois então, colocando de lado toda crítica em relação a Glee, não dá pra negar que existe muita referência a cultura pop na série. O filme Funny Girl – A Garota Genial e a estrela Barbra Streisand são ícones que existem neste mundinho, que fui atrás pra ver qualé que era dessa gente e e fiquei apaixonada.

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É um filme muito antigo e poucos tem conhecimento sobre, mas não dá para esquecer Barbra sendo bárbara (sorry) neste musical que a mostra tendo a vida e a carreira dos seus sonhos, mas chega aquela hora que a balança vai acabar pesando para algum lado. Aqui, Fanny Brice é uma pobre judia que tem como sonho ser uma famosa cantora, porém não consegue oportunidade porque não é bonita iguais as outras garotas, até o momento em que afirma ser uma grande estrela no palco. O seu grande charme é a sua personalidade cômica que transparece só de abrir a boca, mas nada de que a refreie em algum momento. Ela se aceita e segue em frente. Estas qualidades chamaram atenção do jogador Nick Arnstein (Omar Sharif) que apesar dos pesares, conseguiu conquistar a Funny Girl.

FUNNY GIRL, Barbra Streisand, Omar Sharif, 1968

Em questão de segundos, Fanny consegue estrelar o espetáculo que tanto queria a sua maneira. A personagem tem vontade própria e não querendo bater de frente com os seus princípios, ela vai lá e mostra que é a noiva mais bela do mundo com um barrigão falso de grávida. O que seria pra ser um escândalo perante aquela época conservadora, acaba divertindo a todos e ali nasce uma carreira na comédia que todos iriam querer ver. O jeitinho inofensivo, porém cheio de atitude de Fanny faz com que ninguém a interprete a mal e ela faz aquilo porque é da sua natureza entreter a todos com muito senso de humor. Isso é uma das coisas mais fascinantes que achei da sua pessoa, pois me identifico muito. Ela é engraçada porque sabe que não pode levar a vida sério demais e que o fato de não se achar bonita não a impediu de subir num palco com dançarinas magras e lindas, e simplesmente brilhar.

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Isso se refletiu também na sua vida pessoal ao se relacionar com o apostador profissional, Nick, e o que era pra ser apenas um flerte, acaba se tornando em um casamento. E sabe como isso aconteceu? Fanny vai atrás do rapaz sem ver a quem porque seu coração mandou e ela tem que correr esse risco. Mesmo que ele esteja do outro lado do pacifico. Vão me achar antiquada e ridícula (who cares), mas igualmente naquela época (1900 e uns quebrados), uma mulher ir atrás de um homem e mostrar que não tem vergonha de se declarar era algo inédito e é simplesmente maravilhoso isso. Como não se inspirar?

A Fanny Brice existiu de verdade. Ela foi atriz na Broadway, nos cinemas e no rádio e fez muito sucesso. E a gente entende o motivo. O seu “não-medo” de ir atrás dos seus objetivos, seja um romance ou um emprego, faz com que Fanny seja um grande incentivo para que não deixamos aquela vontade dentro do peito nos matar de curiosidade. E se não der certo, tudo bem, pois o show vai, e tem que continuar.

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