Especial : O Sorriso de Mona Lisa (2003)

Não dá para ignorar que o dia internacional da mulher é uma data histórica. Graças a aquelas que se sacrificaram e gritaram por seus direitos no passado, hoje eu, minha mãe e todas nós estamos aqui, ainda na batalha de dias melhores, é claro, mas agora temos esta opção. E essa premissa se viu muito nos cinemas. Muitas mulheres passaram pelas telas sempre em busca de sua marca, identidade, direitos e porque não, a própria felicidade. Assim quis falar sobre as mulheres que fazem do cinema, e a minha vida, um lugar melhor.

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A começar por O Sorriso de Mona Lisa, um filme totalmente libertador. Ele nos remete a década de 50 no interior dos Estados Unidos e conhecemos a vida de jovens que iam para Wellesley College, uma escola feminina tradicionalista, onde as meninas tinham como objetivo serem exemplares esposas e mães. Pois mulher nasceu só para cuidar da casa e do marido “trabalhador”. Aulas de elocução, postura, cruzar e descruzar as pernas faziam parte do currículo. Até a chegada da maravilhosa Julia Roberts como Katherine Watson, uma professora recém formada da Califórnia que veio para, inicialmente, dar aulas de história da arte, mas no fim acaba lecionando muito mais para a vida daquelas mulheres.

Julia-Roberts-teacher_610O Sorriso de Mona Lisa nos traz uma reflexão do que era a mulher na sociedade machista na época, onde não era aceito, bem visto na verdade, pensar fora da caixa, sonhar, ter uma carreira e ser independente. E se fosse, era altamente julgada por esta decisão. E não pense que eram apenas os homens que olhavam torto para este tipo de atitude, mas as mulheres também acreditavam nesses ideais. O famoso anticoncepcional que tanto nos ajuda hoje em dia, era sinônimo de promiscuidade, sendo responsável pela demissão de uma enfermeira na instituição. Julia Roberts é o contra ponto daquela escola que as jovens simplesmente decoravam e não “sabiam” das coisas. Mostrando como o método é reproduzido por elas não tendo qualquer tipo de aprofundamento e/ou curiosidade. Uma mulher tendo ideias, um perigo. A personagem tem como uma missão quase até pessoal transformar, nem que seja uma daquelas mentes, em uma mulher que seja mais, não para outros, mas para si. O que mais gosto deste filme é o fato (cuidado spoiler) de que a personagem de Kirsten Dunst ser a que mais bate de frente com Julia e ser a que mais vai lhe entender no final das contas, enquanto que Julie Stiles, a aluna preferida acaba sendo que até uma decepção para gente. Mas tudo bem, a escolha foi dela.

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O papel de Julia Roberts é fundamental e muito inspirador por ser aquela que questiona. Ela questiona se o sorriso de Mona Lisa era de felicidade e fará cada uma refletir sobre o seu próprio. Ela diz não a um casamento que sabia que não era o certo para ela. E que ninguém tinha que ver com isso. Ela faz o que todo professor faz de mais esplendor: fazer o aluno pensar. O Sorriso de Mona Lisa não só traz uma reprodução do que foi o passado, mas também nos faz pensar no papel da mulher na sociedade nos dias de hoje. Vai dizer que não quer ter filhos ou casar em alguma roda se não vai ter um engraçadinho dizendo que você, mulher, não vai cumprir a sua obrigação na terra. Infelizmente existem muitos dedidnhos de desaprovação por aí, mas ainda bem que sempre tem uma Katherine Watson nos ensinando que não existe o que é o certo e muito menos, o errado.

Um trechinho, dublado sorry, para dar um gostinho dessa aula que todo mundo pode ter uma opinião:

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