Sniper Americano

conteudo_93549Durante cerca de dez anos, Chris Kyle, um atirador de elite das forças especiais da marinha americana, diz que já matou mais de 150 pessoas, tendo recebido diversas condecorações por sua atuação. Fonte: AdoroCinema

Ao contrário de muita gente, eu prefiro deixar o melhor logo no início e assim foi a minha escolha na maratona do Oscar. Sniper Americano ficou como último filme para assistir e não me arrependo por isso. Dirigido por Clint Eastwood, este faz parte do gênero Guerra no Iraque e se você já assistiu Guerra ao Terror e/ou A Hora Mais Escura, então já viu todos. Nada contra a temática, mas se não há nada de novo, pra que fazer? A única diferença aqui é que o protagonista, Chris Kyle, interpretado por Bradley Cooper, existiu na vida real e já sabemos o seu final. Um dos fatos que me deixou muito decepcionada, a propósito. Mas isso não é culpa do filme, é da vida mesmo (eu não sabia do seu final até ver este filme).

Chris Kyle é um caipira que foi criado sob linha dura do pai que ensinava as condutas de proteção a família e a pátria. E com essas filosofias bem pregadas durante toda a sua vida, ele foi servir ao país, se alistando na Marinha, como forma de honra para si e para sua parentada. O que acontece muito pelos Estados Unidos, em que o patriotismo existe do fundo do coração e não apenas em época de eleição e Copa do Mundo. Ops. Mas enfim, nesse meio tempo conheceu uma garota tão durona quanto ele (Sienna Miller) que não dava nada por esse ex-cowboy, mas acaba se apaixonando, se casando e tendo três filhos e tem que aceitar esta rotina do cara que tem como objetivo matar terroristas no Iraque. Sejam eles, homens, crianças e mulheres.

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Sniper Americano está longe de ser um filme medíocre. O que entedia é o fato de serem problemas fora da minha casa e não ter este sentimento forte de patriota que daria a minha vida pelo meu país. Os brasileiros não tem essa cultura, o que acaba passando batido para nós, produções grandiosas que nem esta. Não desmereço esta película de Clint Eastwood, a direção está conduzida do jeito que tem que ser. Nós entendemos a essência de proteção do protagonista e que ele luta até o seu último dia. E ao contrário do que poderia acontecer, Kyle consegue dar a volta por cima e achar um caminho saudável para o seu estresse pós-traumático. Não caindo no pieguismo e nem no abismo da loucura. Porém,  o que se peca aqui é não trazer nada de novo em sua narrativa, interpretação e nem estética. Flashback? Ok. Homem durão que fica com sequelas psicológicas pós-guerra? Ok. Tiroteio, bombas e colegas morrendo ao seu lado? Ok. Esposa tendo carregar a família nas costas? Ok. Poeira e tons militares nas imagens? Ok. E aí eu te pergunto: cadê a vontade de assistir?

N07A6557.dngBradley Cooper conseguiu a façanha de ser indicado pela terceira vez consecutiva no Oscar e olha, eu não entendi nem a primeira e muito menos vou entender esta última indicação. O ator faz um trabalho competente, a voz com R puxado, a malandragem sulista e orgulho intacto, é possível obter uma empatia por seu Chris Kyle, mas Cooper ainda carrega a sua áurea de galã e seu lado cômico vai demorar até sair da minha memória e me faça dizer: PARA-BÉNS. É incompreensível o motivo pelo qual existe tanta babação com Bradley sendo que seus únicos filmes relevantes são apenas os que são lembrados pela Academia (O Lado Bom Da Vida, Trapaça e Sniper Americano) ou seja, um por ano e nunca é por seu desempenho, mas sim a dos outros. Sniper se escapa pois queremos saber da vida desse atirador de elite e por sorte caiu nas mãos do ator. Entretanto, confesso que nem sou fã de homens musculosos, mas Bradley e sua transformação física, mexeram com algumas coisas por aqui rs.

AMERICAN SNIPER

O filme funciona muito como uma homenagem a este homem considerado um herói, se é possível nomeá-lo a tanto, por ter matado 160 pessoas (confirmados pelo Pentágono) em suas quatro viagens durante 10 anos no Iraque. Infelizmente, ele não acabou com todos os terroristas de lá, mas acreditou que fez o que podia. E como todo bom americano, não deixou de registrar a sua história na biografia American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Military History, escrito por Jason Hall, para alongar um pouco mais a sua glória. E como todo bom patriota, e republicano, Clint quis honrar o nome desse cara que só queria proteger a sua casa.

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